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| 18-05-2012 |
| Irmã Domitille, Carmelo Logbakro |
| Estimada Madre Teresa de Jesus |
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| Encontrando-te completa na luz de Deus, podes perceber o momento exacto em que esta palavra: “ela pertence a Deus!”, trespassou o meu coração de menina. Soa-me ao teu refrão: “Vossa sou…”.
¿Que sucedeu então à menina que eu era? Qual foi a obra que Deus fez em meu coração, no meu espírito, no meu corpo? De facto, desde aquele momento, tudo em mim foi movimento e busca d’Aquele a quem já pertencia. Já nada tinha sentido mas fazia referência a Ele. O seu Amor crescia ao compasso do meu crescimento físico. O seu nome “Jesus” acabou gravando-se no mais profundo do meu ser como um incessante murmúrio de amor e de sede. Já adolescente comprazia-me com a companhia daquele e daqueles que reflectiam algo d’Ele.
Devorava pequenos resumos de vidas de santos. Eles mantinham o fogo. Quando descobri as grandes figuras de Teresita, João da Cruz, Teresa de Ávila, então o caminho do Carmelo apareceu-me como sendo aquele até onde Deus me conduzia. E efectivamente, tudo o que estava no princípio aqui se desenvolveu e desenvolve ainda, em contacto com muitas irmãs e irmãos.
Minha querida Madre Santa Teresa, não notas, tu também, o meu estremecimento ao ouvir este refrão quando começaram os meus contactos com as carmelitas? “Eu quererei, Senhor, o que tu quiseres” ele recorda-me e canta nos meus ouvidos a mesma música quando tu te abandonaste ao Amado: “A tudo eu digo sim”.
Gosto de contemplar a tua vida toda enamorada de Jesus Cristo. Contudo foi necessário uma viva determinação para perseverar! E Cristo enviou-te até aos outros. Tu nasceste para Deus e também para os outros, por nós e por todos. Para dar testemunho desta felicidade e ensinar-nos um caminho. Obrigada.
As tuas lutas e combates revelam-me o infinito respeito de Deus até à nossa liberdade. Dou-Lhe graças por todas as vezes em que tive de escolher e saber renunciar, por causa d’ Ele.
O Carmelo, fruto do teu abrasado amor a Deus, vejo-o parecido contigo: ele envia-me até às pessoas, até às minhas irmãs, à Igreja, ao Universo. Foi no Carmelo que tive plena consciência desta rede que nos une existencialmente entre os seres e os acontecimentos. No Carmelo também foi onde aprendi a consentir que Deus me enviasse até aos outros.
Finalmente, permitiste ao Carmelo ser o lugar onde os acontecimentos da Igreja e os do mundo ressoem e sejam acolhidos em oração…
Teresa, feita louvor e súplica, tu arrastas-me. Louvor a Deus, o Amigo sem par. Suplica para que todos possam abrir-se a Cristo, tesouro da humanidade, da minha humanidade. E que nada falte à cidade de amor da santa Trindade.
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| 18-05-2012 |
| Ficha 28 |
| Recomendamos a leitura duma nova ficha para a compreensão do livro das Fundações. |
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